domingo, 17 de dezembro de 2017

EUCLYDES NA CAÇA A LAMPIÃO

Por Ricardo Beliel

"Ulisses lembra, quando criança, ver o pai, Euclydes, montar um arsenal sobre o corpo e sair por uma porta, sem dia de regresso. "Meu pai saía combatendo com as forças volantes, era comandante de volante. Nesse tempo tudo era à pé, não tinha carro, não tinha nada. Andava assim, de mês em mês, no meio do mundo atrás de Lampeão". Muitos combates marcaram as vidas dos habitantes em torno de Nazareth. Enforcado, Barriguda, Baixas, Caraíbas, Genipapo... Ulisses e Zezinho são de poucas palavras. Falam com olhares furtivos e as marcas profundas nos rostos desses velhos remanescentes de tempos de guerra são como uma caligrafia cruenta a contar histórias sangradas por punhais.

"Lampeão voltou pra se vingar de Nazareth. Primeiro passou lá na fazenda de pai, no Genipapo. Queria tocar fogo. Meu avô, Gomes Jurubeba, resistiu de rifle no alto da casa. Tava só, mais minha tia Melânia e uma sobrinha, Guiomar. Os cangaceiros atiravam na casa e gritavam indecências, ameaçando matar. Tia Melânia, de rifle na mão saiu da casa, varou o oitão, e encarou Lampeão. Fincou o pé e chamou pra luta, mas ele ficou parado. Era ele e ela, mas dizem que eles tinham superstição. Não podiam matar mulher em combate, que dava azar. Voltou pro mato e foi embora". Rubelvam, filho de um dos soldados nazarenos, José Gomes de Lira, e neto do resistente Gomes Jurubeba, conta, com os olhos abugalhados, para Ulisses uma vez mais uma história que faz parte da vida de todos nesse recanto de passado doloroso".

Trecho do livro "Memórias Sangradas", de Ricardo Beliel e Luciana Nabuco, a ser lançado em breve.

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

CARIRI CAGAÇO RUMO A LISBOA

Por Manoel Severo

Em menos de uma semana dois encontros, muita conversa e uma certeza: Vamos preparando as malas; o Cariri Cangaço está mais perto de Lisboa. A noite do ultimo dia 11 de dezembro no restaurante Forneria Coriolano, em Fortaleza, o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, passou às mãos do professor doutor, Jorge de Sá da ULisboa e do doutor Carlos Beato, da Associação 25 de Abril, o Projeto Final do Cariri Cangaço Lisboa, primeiro empreendimento com a marca Cariri Cangaço, fora do Brasil.

Manoel Severo estava acompanhado do empresário Marciano Girão e do advogado Djalma Pinto e o momento selou o compromisso da realização do evento em terras portuguesas pela primeira vez. "O objetivo do Cariri Cangaço Lisboa é promover e fortalecer a integração entre as culturas do Brasil e Portugal a partir desse fórum qualificado de estudo de temas vitais para a uma compreensão  do perfil do povo nordestino que é o cangaço, como também criar possibilidades de futuros fóruns de discussões,  reunindo  pesquisadores de temas correlatos dos dois países e demais nações lusófonas em eventos  a serem realizados nessas nações" revela o empresário Marciano Girão.

Marciano Girão e os objetivos de cruzar o Atlântico
Carlos Beato, Jorge de Sá e Manoel Severo

Já o professor doutor Jorge de Sá, da Universidade de Lisboa comenta: "Chegando a Lisboa estaremos reunindo as instituições ligadas e estaremos apresentando o Anteprojeto, certamente em breve já teremos uma definição de formato e também de datas". Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço reforça:"Apresentamos na noite de hoje uma espécie de Anteprojeto, com as linhas mestras do Cariri Cangaço em Portugal, definindo um padrão e um formato, sugerindo temas, enfim, agora os doutores Jorge de Sá e Carlos Beato, que são nossos embaixadores em Portugal deverão realizar os ajustes necessários e daí teremos o Projeto finalizado talvez já dentro de um mês".

O Anteprojeto contemplou principalmente os principais temas a serem explorados em Portugal; "pensamos em temas basilares e fundamentais para a compreensão do fenômeno cangaço e seus principais protagonistas" e continua Manoel Severo: "é notório o interesse de nossos anfitriões pelo tema cangaço e por seu principal ícone que é Lampião, sem dúvidas nossa responsabilidade é reunir um grupo qualificado de pesquisadores brasileiros para proporcionar um debate de alto nível em terras lusitanas".

Marciano Girão, Carlos Beato, Jorge de Sá, Manoel Severo e Djalma Pinto

"Estamos testemunhando os primeiros resultados de um trabalho de mais de quatro anos que hoje começa a tomar realmente forma, e com um detalhe totalmente novo, aliás especialmente novo, pela primeira vez estaremos reunindo um grupo de pesquisadores brasileiros, conselheiros e amigos do Cariri Cangaço para contar essa história que possui tanta força que é o cangaço, do outro lado do oceano; sem dúvidas um grande desafio que começamos a vencer" fala Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço.

No todo, o evento deve ter entre 2 e 3 dias, reunindo professores e alunos de Lisboa, principalmente dos cursos de Historia, além de intelectuais e produtores de cultura e curiosos que contarão além de conferências, com debates, apresentações de documentários e exposição de fotos, numa primeira edição do Cariri Cangaço fora do Brasil. A data ainda não esta definida, o que acontecerá dentro de no máximo um mês. "É prioritária a questão da data pois temos uma verdadeira legião de confrades que precisam organizar suas agendas para possibilitar a presença em Portugal, dessa forma estaremos ultimando essa questão junto aos doutores Jorge de Sá e Carlos Beato. Só para se ter uma ideia, já recebemos manifestações de mais de 20 pesquisadores desejando se somar a caravana do Cariri Cangaço Além Mar", finaliza Manoel Severo.

Cariri Cangaço Lisboa
11 de Dezembro de 2017
Apresentação do Anteprojeto
Restaurante Coriolano, Fortaleza
Fotos: Ingrid Rebouças

https://cariricangaco.blogspot.com.br/2017/12/cariri-cagaco-rumo-lisboa.html

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NOTA DE ESCLARECIMENTO DA FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE CRUZ/CE

FEDERAÇÃO
DAS ASSOCIAÇÕES COMUNITÁRIAS DO MUNICÍPIO DE CRUZ – FAC
Rua Padre Valderi, 315 – Centro – Cruz/CE. CEP 62595-000 – Cruz/CE
CPJ Nº 15.735.690/0001-02 – Fundada em 28 de fevereiro de 2012
Tel.: (88)9 8852-2765  E-mail: limagronomiacruzce@yahoo.com.br

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Federação das Associações Comunitárias do Município de Cruz – FAC, na pessoa de seu Presidente Antonio dos Santos de Oliveira Lima, vem a público esclarecer os moradores das comunidades de Preá, Rancho do Peixe e Formosa que não reconhece a Comissão Coordenadora Eleitoral como legítima e detentora de poderes legais estatutários para instauração e condução do processo eleitoral da Associação Comunitária do Preá, Cruz/CE, cujo pleito será realizado em 17/12/2017, pois a constituição da referida comissão não cumpriu o disposto nos Art. 42, Art. 43  alínea a, Art. 45 parágrafo 3º alíneas a e b: Art. 46 e 47, parágrafo 5º e Art. 56 alínea c, do Estatuto da referida associação.
Outro sim, as irregularidades praticadas é de inteira responsabilidade da Diretoria da Associação Comunitária do Preá por descumprir os dispositivos estatutários da referida associação.

Preá, Cruz/CE, 14 de dezembro de 2017.

Antonio dos Santos de Oliveira Lima
             Presidente da FAC




quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

CBH-ACARAÚ REALIZOU SUA ÚLTIMA REUNIÃO EM 2017


Cruz. O Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú realizou nesta terça-feira, 12, a 47ª Reunião Ordinária, a última deste ano, no Auditório do SISAR, em Sobral.
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Sr. Raimundo P. Neto
Na pauta da reunião, constava a leitura e aprovação da Ata da 19ª Reunião Extraordinária, a Comenda Zaranza que foi conferida ao ilustre cidadão do DIBAU Senhor Raimundo Pereira Neto, que se disse muito orgulhoso pelo reconhecimento do seu trabalho na direção do DIBAU – Distrito de Irrigação do Baixo Acaraú.

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Dr. Lima (esquerda)
José Maria, da Caritas, fez um relato sobre a realização do XIX ENCOB – Encontro Nacional de Comitês de Bacia Hidrográfica realizado de 7 a 10 de novembro em Aracaju, Capital de Sergipe, e Antonio dos Santos relatou sobre o 8º Encontro Intercontinental Sobre a Natureza, realizado em Fortaleza nos dias 5, 6, 7 e 8 de novembro, onde esteve representando o Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú (FAC) e Irismar (CAGECE)

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Fernanda e Mariane apresentaram e fizeram uma discussão sobre a Lei de Segurança de Barragens.
Patrícia fez a apresentação de contas sobre a situação hídrica do Vale do Acaraú mostrando o atual volume de água armazenado nos açudes monitorados pela COGERH.
Bartolomeu da COHERH fez uma exposição sobre o trabalho de monitoramento feito com duas máquinas para limpeza e desobstrução de barramento no Rio Acaraú para que a água pudesse fluir com mais eficácia e chegar ao seu destino final para atender aos seus usuários.
Também, foram apresentados dados de Atualização do Cadastro de Usuários da Bacia do Acaraú.
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Foi agendo o Calendário de Reuniões Ordinárias para 2018 para os dias 4 de abril, 20 de junho, 17 de outubro e 12 de dezembro, em locais a serem definidos posteriormente. Também, foi agendado um curso de capacitação para os membros do Comitê nos dias 20 e 21 de fevereiro a ser realizado em Meruoca.
Samuel Pimenta da SDA informou que, dia dezoito, acontecerá a 10ª Reunião Itinerante do Comitê da Seca, no Centro de Eventos em Sobral, com início previsto para as 9hs. Na pauta, os prognósticos da FUNCEME, o Programa de Perfuração de Poços e outros programas de relevante interesse para os cearenses.
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Encerrou-se a reunião com os votos de um Feliz Natal e Próspero Ano Noivo para todos que fazem a COGERH e o Comitê de Bacia do Acaraú.



Dr. Lima

LUIZ GONZAGA


Se ainda estivesse entre nós, nesse 13 de Dezembro Luiz Gonzaga estaria completando 105 anos. Aqui vai minha singela homenagem ao maior fenômeno da musica nordestina. Muitas glórias aonde tu estiveres, GONZAGÃO!!! 

https://www.youtube.com/watch?v=Q9n7oz0-yW0

Mote de Antonio Cassiano...

Cantou “sanfona sentida”
“Casamento Improvisado”
“Vozes da Seca” e “Xaxado”
Também “A Triste Partida”
“Asa Branca” e “Despedida”
“O ABC do sertão”
“Boi bumbá” e “Algodão”
“Quero chá” e “Quero ver”
E NUNCA MAIS VAI NASCER
OUTRO IGUAL À GONZAGÃO!!!


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1975707335777890&set=gm.936289286535188&type=3&theater&ifg=1




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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

OS RESTOS MORTAIS DA BEATA MARIA DE ARAUJO...!


Aos 22 de outubro de 1930, o monsenhor José Alves de Lima promove a violação do sepulcro da Beata Maria de Araújo, logo Pe. Cícero é informado, ao chegar na capela com Geraldo da Cruz e um fotógrafo para documentar a violação. 


O reverendo já o encontra aberto recebendo a informação que nada havia no túmulo, restando apenas tecidos, pedaços de caixão e uma parte de crânio com cabelos. Os demais restos mortais está ignoto até os dias atuais. Há especulação que Ela esteja sepultada numa capelinha da zona rural de Aurora.

Página do Voltaseca Volta no grupo Lampião, Cangaço e nordeste

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=766921216843188&set=gm.741707872704826&type=3&theater

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domingo, 10 de dezembro de 2017

A BARRACHA E OS PNEUS

Clerisvaldo B. Chagas, 8 de dezembro de 2017
Escritor Símbolo de Santana do Ipanema
Crônica 1.798

O recolhimento de pneus velhos nas cidades, por parte do governo estadual, é digno de louvor. Além de o pneu ser pesadão, serve bem para o mosquito da dengue, entulho e lixo e, praticamente, para nada mais. Entretanto, ainda não entendemos se o recolhimento acontece em todas as cidades alagoanas e se existe um calendário para isso. O pneu velho tornou-se matéria-prima importante para pavimentação.

ESTÁTUA AO SERINGUEIRO. BELTERRA (PA). Foto: (Rodrigo Bertolloto).

E por falar em pneu, lembremos os primórdios da borracha no Brasil. Foi a partir dos meados do século XIX que teve início na região Amazônica a extração do látex, matéria-prima para a produção de borracha. A seringueira, árvore da qual se extrai o látex, passou a ser alvo dos exploradores.
O ciclo da borracha no Brasil estava ligado à necessidade de produção para os mercados internacionais. Na época estava sendo iniciada a indústria de pneus e de automóveis norte-americana e europeia.
A extração do látex trouxe grandes mudanças econômicas e sociais. Inúmeros nordestinos migraram para a Amazônia para o trabalho da borracha. As secas prolongadas no Nordeste e as promessas sobre o látex atraíram famílias inteiras para a região da Floresta Equatorial.
O chamado ciclo da borracha teve seu declínio com a exploração de florestas do sudeste da Ásia que tomaram o lugar do Brasil na produção. Muitas famílias retornaram às origens, outras permaneceram no lugar. Modernamente várias comunidades, empresas e órgãos governamentais atuam na Amazônia de acordo com os princípios de desenvolvimento sustentável.
 O apresentado refresca um pouco a memória da história brasileira da borracha, o valor dos pneus, o descarte correto por um órgão credenciado de recolhimento e destino das carcaças.
Estamos ainda atrasados e sem opções no recolhimento não só de pneus, mas também de pilhas e lâmpadas queimadas. O nosso município sempre anda a reboque das medidas ambientais de proteção à Natureza.
Pelo menos, abrem-se os olhos.


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